BAIXADA SANTISTA

Bancários paralisam agências na Baixada Santista

Paralisação de 24 horas ocorre em resposta à proposta rejeitada da Fenaban

Marcello Sanches
Marcello Sanches

Publicado em 20 de agosto de 2026, 15:57 — Em Baixada Santista

2 min de leitura
Bancários paralisam agências na Baixada Santista
Bancários paralisam agências na Baixada Santista

Os bancários da Baixada Santista aderiram à paralisação nacional nesta quinta-feira (20) e interromperam o atendimento ao público nas agências da região das 10h às 16h. A ação, com validade de 24 horas, representa uma resposta direta à proposta apresentada pela Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) durante a oitava rodada de negociações da Campanha Salarial de 2026, rejeitada pela categoria.

A decisão pela paralisação foi aprovada por unanimidade durante assembleia realizada na última segunda-feira (17) pelo Sindicato dos Bancários de Santos e Região. Em âmbito nacional, a proposta da Fenaban foi recusada por 97% dos trabalhadores que participaram do processo de votação.

Entre as principais reivindicações da categoria estão o reajuste de 5% acima da inflação nos salários e benefícios, a manutenção dos direitos previstos na Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) vigente e a preservação do modelo atual de Participação nos Lucros e Resultados (PLR). Os trabalhadores também defendem a manutenção dos empregos e dos bancos públicos, além do fim das metas abusivas e de mudanças nas regras sobre uso de tecnologia e monitoramento de funcionários em regime de teletrabalho.

Após a rejeição da proposta e a deflagração do movimento, a Fenaban retirou itens que já haviam sido recusados anteriormente. A federação não apresentou um índice geral de reajuste salarial, propondo correções diferenciadas por faixa salarial, congelamento do piso de ingresso para novos bancários e ausência de reajuste nos vales-refeição e alimentação no interior e no litoral.

O Sindicato dos Bancários de Santos e Região alerta que mais de 100 direitos garantidos pela CCT atual correm risco caso um novo acordo não seja formalizado até a data-base, fixada para 1º de setembro. A entidade ressalta que, em razão da Reforma Trabalhista de 2017, as regras do acordo anterior perdem automaticamente a validade se um novo documento não for assinado dentro do prazo.

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