RIO PRETO

Falta de mão de obra ameaça agronegócio em Rio Preto

Produtores de borracha e limão reduzem áreas de cultivo por escassez de trabalhadores especializados

Amanda Mendes
Amanda Mendes

Publicado em 6 de agosto de 2026, 17:04 — Em Rio Preto

1 min de leitura
Falta de mão de obra ameaça agronegócio em Rio Preto
Falta de mão de obra ameaça agronegócio em Rio Preto

A falta de mão de obra no campo se tornou um dos principais entraves ao agronegócio na região metropolitana de São José do Rio Preto, afetando diretamente culturas como a seringueira e o limão-taiti e forçando produtores a reduzir áreas de cultivo.

O problema se intensificou nos últimos cinco anos e acompanha uma tendência observada em diversas regiões do Brasil. Na região noroeste paulista, considerada uma das mais importantes do agronegócio do estado, a escassez de trabalhadores especializados compromete tanto as lavouras quanto as unidades de beneficiamento.

Em Ruilândia, distrito de Mirassol, uma propriedade que cultiva seringueiras há mais de quatro décadas precisou reduzir pela metade sua área de produção de látex. No auge da atividade, a fazenda contava com cerca de 120 mil pés de seringueira. Hoje, restam aproximadamente 60 mil em operação.

A decisão foi tomada pela produtora Noêmia Rolemberg Hansen após parte da plantação ficar sem exploração por falta de sangradores, profissionais que realizam os cortes nas árvores para extrair o látex. Em 2023, a produtora erradicou metade da área e substituiu pela cultura da cana-de-açúcar. A atividade de sangria exige precisão, técnica e cortes específicos em superfícies irregulares, o que ainda inviabiliza a substituição do trabalho humano por máquinas.

O cenário preocupa o setor e deve figurar entre os desafios apresentados aos candidatos ao governo do estado de São Paulo nas eleições de 2026. A demanda por políticas públicas voltadas à qualificação e à fixação de trabalhadores rurais na região aparece como prioridade entre os produtores ouvidos pela TV TEM.

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