Operação prende investigado por tráfico e lavagem de dinheiro em Piracicaba
Ação do GAECO e CPI-9 prendeu investigado conhecido como “Guerreiro”; apuração começou em 2023.
Publicado em 1 de outubro de 2026, 12:06 — Em Piracicaba

Na manhã de hoje (01), foi realizada uma operação conjunta entre o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO) de Piracicaba e o Comando de Policiamento do Interior 9 (CPI-9), que resultou na prisão de um investigado conhecido como “Guerreiro”.
Ele é investigado por suposto envolvimento com tráfico de drogas, lavagem de dinheiro e ocultação de patrimônio. A operação também previu o cumprimento de cinco mandados de busca e apreensão e contou com 32 policiais militares, distribuídos em sete equipes do 10º Batalhão de Ações Especiais de Polícia (BAEP).
Segundo o coronel Cleotheos Sabino, comandante do CPI-9, a investigação teve início em 2023, quando o investigado foi preso pelo BAEP por tráfico de drogas. A partir daquela ocorrência, as autoridades passaram a aprofundar as apurações sobre sua atuação.
De acordo com Sabino, foram identificados indícios de que o suspeito adquiria entorpecentes de diferentes fornecedores de fora do Estado de São Paulo e trazia as drogas para revenda.
A investigação também aponta que uma empresa ligada ao comércio de veículos teria sido utilizada para movimentação e distribuição de recursos. Segundo o comandante, o CNPJ não estava diretamente no nome do investigado, mas teria sido utilizado nas movimentações financeiras.
O relatório técnico reúne ainda indícios de utilização de contas empresariais e de terceiros, ocultação de patrimônio e uso de documentos falsos em operações bancárias.
Conforme informado pelo CPI-9, algumas contas investigadas apresentavam movimentações superiores a R$ 100 mil por dia.
A apuração também identificou elementos que podem indicar vínculo do investigado com o Primeiro Comando da Capital (PCC). Essa possível relação, porém, segue sob investigação.
Durante as buscas realizadas nesta quinta-feira, foram apreendidos uma pistola calibre 9 mm, mais de R$ 100 mil em dinheiro e cerca de R$ 170 mil em cheques. Celulares e outros materiais também foram recolhidos e deverão passar por análise.
Prisão aconteceu na área rural
Segundo o comandante do CPI-9, o investigado é de Piracicaba, mas realizava mudanças frequentes de endereço.
A polícia pretendia cumprir o mandado de prisão na terça-feira (29), porém, segundo Sabino, o suspeito teria mudado de endereço naquele mesmo dia.
Após novas diligências, ele foi localizado em uma propriedade na área rural de Piracicaba e preso na manhã desta quinta-feira. Conforme o comandante, a equipe responsável pela captura foi a mesma que havia efetuado sua prisão em 2023.
Após os procedimentos policiais, ele deverá ser encaminhado ao sistema prisional. Os materiais apreendidos serão analisados no decorrer das investigações.
Por que ele pôde ser preso durante o período eleitoral?
A prisão ocorreu durante o período em que o Código Eleitoral estabelece restrições à prisão de eleitores.
Desde terça-feira (29), cinco dias antes do primeiro turno das Eleições 2026, eleitoras e eleitores não podem ser presos ou detidos até 48 horas após o encerramento da votação, salvo nas exceções previstas no artigo 236 do Código Eleitoral.
No caso do investigado, entretanto, o coronel Cleotheos Sabino afirmou que o título eleitoral dele está bloqueado desde 1999. Segundo o comandante, por não estar abrangido pela condição de eleitor protegida pela regra, foi possível cumprir o mandado de prisão preventiva nesta quinta-feira.
A investigação continua sob responsabilidade do Ministério Público, que deverá analisar os materiais e informações reunidos na operação.




