Operação Shylock resulta em prisões em Campinas
Esquema de agiotagem afetou dezenas de vítimas
Publicado em 6 de novembro de 2026, 15:53 — Em Campinas

Sete pessoas foram presas nesta sexta-feira durante a Operação Shylock, realizada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) em colaboração com as polícias Civil e Militar, em Campinas. A operação desarticulou um esquema de agiotagem que, segundo as investigações, fez pelo menos 62 vítimas na região, caracterizando uma grave violação às normas financeiras.
O esquema consistia em empréstimos de dinheiro a altas taxas de juros, que muitas vezes resultavam em situações de extrema vulnerabilidade para os devedores. Além das prisões, os agentes apreenderam 10 armas, cerca de R$ 140 mil em espécie, além de dólares e outros bens, que serão analisados para identificar a origem e a extensão das atividades ilícitas.
As investigações começaram após denúncias de vítimas que relataram práticas abusivas e intimidações por parte dos agiotas. O Gaeco, em parceria com a Polícia Civil e Militar, realizou diligências em diversos endereços relacionados ao esquema, resultando nas prisões e na busca por três suspeitos que ainda estão foragidos.
As autoridades destacam a importância de denunciar práticas de agiotagem, que são crimes previstos no Código Penal. A operação não apenas visa prender os responsáveis, mas também proteger as vítimas e inibir atividades semelhantes.
O Gaeco e as polícias envolvidas continuam a investigação para identificar possíveis novos envolvidos e para ampliar as ações de prevenção e combate à agiotagem na região. A operação representa uma resposta efetiva das forças de segurança no combate a crimes financeiros que prejudicam a população.
As autoridades pedem que qualquer pessoa que tenha sido vítima de agiotagem procure a delegacia mais próxima para registrar a ocorrência. A proteção e segurança da população são prioridades, e medidas estão sendo implementadas para garantir que os responsáveis sejam responsabilizados.
Os próximos passos incluem a continuidade das investigações e a análise dos bens apreendidos, que podem levar a novos desdobramentos no caso.




