PSD leva perfil técnico à disputa por vagas na Câmara
Spada e Marchese tentam transformar experiência profissional em atuação no Congresso
Publicado em 2 de outubro de 2026, 17:27 — Em São Paulo

A disputa por cadeiras na Câmara dos Deputados em São Paulo reúne dois candidatos do PSD com trajetórias construídas fora da política eleitoral tradicional. Rodrigo Spada e Vinicius Marchese chegam à eleição de 2026 após anos de atuação em entidades profissionais e de interlocução com órgãos públicos e setores especializados.
O perfil dos dois se aproxima de um tipo diferente de outsider: profissionais que ingressam na política depois de consolidar carreiras técnicas e institucionais.
Rodrigo Spada, candidato pelo número 5510, é auditor fiscal da Receita Estadual de São Paulo, formado em Engenharia de Produção e Direito, com MBA em Gestão Empresarial. Antes da candidatura, presidia a Febrafite, entidade que representa auditores fiscais das Receitas estaduais e do Distrito Federal.
Reconduzido em março para seu quarto mandato à frente da entidade, Spada deixou a presidência pouco depois para disputar uma vaga na Câmara. Durante sua gestão, participou de debates e articulações relacionados à reforma tributária e a temas como arrecadação e finanças públicas.
Já Vinicius Marchese, número 5588, é engenheiro de telecomunicações e construiu sua trajetória no Sistema Confea/Crea. Foi presidente do Crea-SP e atualmente comanda o Conselho Federal de Engenharia e Agronomia (Confea).
Em julho, Marchese foi reconduzido ao cargo para o mandato 2027-2029, com 84.887 votos, equivalentes a 60,14% dos votos contabilizados na eleição da entidade. Sua atuação inclui pautas relacionadas à engenharia, infraestrutura, inovação e regulamentação profissional. Ele também disputou uma vaga de deputado federal em 2022.
Da representação profissional ao voto popular
Apesar das diferenças de área, os dois candidatos têm em comum a experiência na representação institucional. Agora, o desafio é transformar esse histórico em uma candidatura capaz de alcançar um eleitorado muito mais amplo.
As trajetórias também dialogam com temas recorrentes no Congresso. Spada está ligado a áreas como tributação, orçamento e administração pública. Marchese tem atuação relacionada à engenharia, infraestrutura, tecnologia e desenvolvimento.
Uma eventual eleição, porém, não determina automaticamente a participação em comissões específicas da Câmara. A distribuição dos colegiados segue critérios de proporcionalidade partidária, com indicações feitas pelas lideranças.
A estratégia do PSD coloca em debate um perfil de candidatura que busca apresentar a experiência profissional como principal credencial política. Para Spada e Marchese, a campanha representa a passagem de espaços de representação setorial para a disputa direta pelo voto popular.
No fim, caberá ao eleitor paulista decidir se essas trajetórias técnicas serão convertidas em mandato no Congresso.




