STF iguala licença-maternidade para adotantes
Decisão garante 120 dias de licença a todas as mães
Publicado em 24 de setembro de 2026, 12:28 — Em Grande ABC

O Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu, por unanimidade, que a licença-maternidade para mães biológicas e adotantes será a mesma, com duração de 120 dias, podendo ser prorrogada por mais 60 dias. A decisão foi tomada na última quarta-feira, 23 de setembro, e se aplica a todas as trabalhadoras, independentemente de seu vínculo profissional. Essa mudança é um marco na promoção da igualdade de direitos entre mães, reconhecendo as responsabilidades parentais que envolvem tanto a adoção quanto a gestação.
O novo entendimento do STF visa garantir que mães adotantes tenham acesso aos mesmos benefícios que suas contrapartes biológicas, refletindo uma mudança significativa na legislação trabalhista brasileira. A decisão busca assegurar que todas as mães, independentemente da forma como se tornaram responsáveis pelo cuidado de uma criança, possam desfrutar de um período adequado para se adaptar à nova realidade familiar, promovendo assim o bem-estar dos filhos e da família.
Historicamente, as mães adotantes enfrentavam desigualdades em relação ao tempo de licença-maternidade. Com a nova regra, que entra em vigor imediatamente, o Estado reconhece o papel fundamental dos pais adotivos e fornece um suporte necessário durante os primeiros meses de convivência com a criança. A mudança é um reflexo da evolução social e da necessidade de políticas públicas mais inclusivas, que reconheçam diferentes tipos de formação familiar.
Além dos 120 dias de licença, as mães poderão solicitar a prorrogação por mais 60 dias, o que possibilita um tempo maior para que se adaptem ao novo contexto. Esse período é essencial para o desenvolvimento emocional da criança e para a construção de laços afetivos. O STF enfatizou que essa decisão é um passo importante para a promoção da igualdade de gênero e dos direitos das crianças.
As autoridades envolvidas na decisão destacam a importância de se reconhecer as diversas formas de maternidade na sociedade contemporânea. A expectativa é que essa mudança também funcione como um incentivo para que mais pessoas considerem a adoção como uma opção viável, contribuindo para a redução do número de crianças em abrigos e promovendo famílias mais acolhedoras.
Os próximos passos incluem a implementação da nova norma nas esferas trabalhistas e um acompanhamento para garantir que todos os empregadores cumpram a decisão do STF. O impacto esperado é significativo, com milhares de mulheres se beneficiando diretamente dessa medida, que visa não apenas a igualdade de direitos, mas também o fortalecimento das estruturas familiares no Brasil.




