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Suspeitos de tortura em clínica são presos

Operação fecha comunidades terapêuticas irregulares

Marcello Sanches
Marcello Sanches

Publicado em 2 de novembro de 2026, 10:31 — Em Mogi das Cruzes

2 min de leitura
Suspeitos de tortura em clínica são presos
Suspeitos de tortura em clínica são presosFoto: Luana Bergamini/Secop Suzano

Uma ação policial realizada em Suzano levou à prisão de dois indivíduos suspeitos de torturar pacientes em uma clínica terapêutica. A operação, que ocorreu na manhã de ontem, contou com a participação de diversas forças de segurança e teve como objetivo principal desarticular atividades ilegais em instituições que oferecem tratamento a dependentes químicos.

Durante a operação, as autoridades interditaram quatro comunidades terapêuticas que funcionavam de maneira irregular, além de uma Instituição de Longa Permanência para Idosos. A ação foi resultado de investigações que apontaram práticas abusivas e desumanas dentro dessas instituições, incluindo relatos de tortura e maus-tratos a pacientes.

Os presos foram identificados como funcionários da clínica, e as investigações estão em andamento para apurar a extensão dos crimes cometidos. De acordo com relatos, os pacientes eram submetidos a tratamentos violentos e desumanos, o que gerou grande indignação na comunidade local e mobilizou a atuação das autoridades.

As interdições foram acompanhadas por agentes da Vigilância Sanitária e do Ministério Público, que fiscalizaram as condições oferecidas nas instituições. A operação visa garantir a segurança e a dignidade dos pacientes, além de responsabilizar aqueles que exploram a vulnerabilidade das pessoas em busca de tratamento.

A ação policial em Suzano é um reflexo de um problema mais amplo enfrentado pelas clínicas terapêuticas no Brasil, onde muitas operam sem a devida regulamentação e supervisionamento. Autoridades destacam a importância de uma fiscalização rigorosa para evitar abusos e proteger os direitos dos pacientes.

Os próximos passos incluem a continuidade das investigações para identificar outros possíveis envolvidos e a avaliação das condições de atendimento nas instituições que permanecem em funcionamento. A população é encorajada a denunciar irregularidades e a buscar informações sobre clínicas que atuam de forma legal e ética.

A operação reforça o compromisso das autoridades em combater práticas abusivas e garantir um tratamento digno para todos aqueles que enfrentam problemas com dependência química e outras condições de saúde mental.

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