Tebet vê eleição de 2026 como chance de superar polarização no Brasil
Tebet aposta no voto de 2026 para romper a divisão política e abrir espaço ao diálogo.
Publicado em 21 de agosto de 2026, 14:21 — Em São Paulo

A candidata ao Senado por São Paulo Simone Tebet (PSB) afirmou, nesta quarta-feira (19), que as eleições de 2026 podem representar uma mudança no cenário político brasileiro e abrir espaço para a redução da polarização que, segundo ela, tem prejudicado o país.
A declaração foi dada a jornalistas após o evento “Hora do Voto”, promovido pela OAB de São Paulo. Tebet afirmou que o resultado das urnas “pode significar, ou não, o fim de uma polarização que é tudo que está fazendo mal e contaminando o Brasil”.
A fala ocorre em um momento em que a disputa política brasileira continua marcada pela divisão entre grupos ligados ao lulismo e ao bolsonarismo. Nos últimos anos, diferenças ideológicas passaram a ocupar o centro do debate nacional, muitas vezes deixando em segundo plano discussões sobre temas como economia, saúde, segurança e educação.
Uma trajetória marcada por mudanças
A posição de Tebet também reflete sua própria trajetória política. Natural de Mato Grosso do Sul, ela foi prefeita, deputada estadual, vice-governadora e senadora pelo estado. Ganhou projeção nacional durante a CPI da Covid, quando fez críticas ao governo de Jair Bolsonaro.
Em 2022, Tebet disputou a Presidência da República pelo MDB e terminou o primeiro turno na terceira colocação. No segundo turno, declarou apoio a Luiz Inácio Lula da Silva. Posteriormente, integrou o governo petista como ministra do Planejamento e Orçamento.
Para as eleições deste ano, decidiu disputar uma vaga no Senado por São Paulo. A candidatura representa uma nova etapa de sua carreira e também reforça a tentativa de ocupar um espaço político fora da disputa tradicional entre os dois principais polos da política nacional.
O desafio de romper a polarização
A polarização não surgiu de forma repentina. Ela ganhou força especialmente nas últimas eleições presidenciais e passou a influenciar não apenas as campanhas, mas também o debate nas redes sociais e as relações entre diferentes grupos da sociedade.
Para seus críticos, o discurso de “fim da polarização” pode ser difícil de transformar em realidade, já que existem diferenças profundas entre os projetos políticos em disputa. Para seus defensores, porém, reduzir o clima de confronto pode ajudar a recuperar o debate sobre propostas e problemas concretos do país.
A eleição de 2026, nesse sentido, será também um teste para o eleitor. Mais do que escolher candidatos, a sociedade terá de decidir se pretende manter o confronto permanente entre grupos ou abrir espaço para novas formas de diálogo político.
A polarização brasileira pode realmente ser superada pelas urnas? Ou a divisão entre os principais campos políticos já se tornou uma característica permanente da democracia no país?
A resposta dependerá não apenas dos candidatos, mas também dos eleitores. Afinal, uma democracia saudável não exige que todos concordem, mas que diferenças possam ser debatidas sem transformar o adversário em inimigo.
Redatora: Amanda Mendes



