Usina solar de Águas de São Pedro atinge 35% das obras e deve ser entregue até dezembro
Projeto de R$ 4,3 milhões prevê geração de energia limpa para prédios públicos, redução de despesas e expansão da mobilidade elétrica no município.
Publicado em 23 de outubro de 2026, 10:23 — Em São Pedro

A construção da usina solar fotovoltaica de Águas de São Pedro atingiu 35% de execução, com previsão de entrega até o final de 2026. O empreendimento, desenvolvido em parceria com o Governo do Estado de São Paulo, pretende reduzir os gastos municipais com energia e ampliar a utilização de fontes renováveis nos serviços públicos.
Atualmente, os trabalhos estão concentrados na concretagem dos pilares que sustentarão os painéis solares. Segundo as informações divulgadas pela administração municipal, a instalação das placas deve começar em aproximadamente 15 dias.
Com investimento estimado em R$ 4,3 milhões, o projeto integra a iniciativa “Águas Sustentável – Energia Limpa e Eficiência Pública” e prevê uma usina com capacidade instalada de 1 megawatt-pico (MWp), conectada à rede de distribuição da CPFL Paulista.
A construção é viabilizada com recursos não reembolsáveis do Fundo Estadual de Prevenção e Controle da Poluição (Fecop), por meio de parceria com a Secretaria Estadual de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística (Semil).
Economia e mudanças nos serviços públicos
Além de abastecer indiretamente estruturas municipais por meio da compensação de energia, o empreendimento deverá permitir a modernização de equipamentos públicos.
Uma das mudanças previstas é a substituição do sistema de aquecimento de água do SPA Thermal, atualmente abastecido por gás liquefeito de petróleo (GLP), por um sistema elétrico.
O planejamento também contempla a instalação de pontos de recarga para veículos elétricos e a substituição gradual dos veículos utilizados pela administração municipal.
Segundo a Prefeitura, os gastos atuais relacionados a energia, combustíveis, manutenção da frota e sistemas térmicos somam aproximadamente R$ 3 milhões, considerando as despesas apresentadas no projeto.
Estudos municipais, realizados com apoio técnico da Semil, apontam um potencial de economia de até R$ 7 milhões por ano com a transformação energética proposta. O valor é uma projeção e depende da implantação das medidas previstas, não representando uma economia já alcançada.
Redução de emissões e novos investimentos
O projeto também busca diminuir a emissão de gases de efeito estufa. Segundo os levantamentos apresentados, o sistema de aquecimento do SPA Thermal consome aproximadamente 46 mil quilos de GLP por ano, enquanto a frota municipal utilizou mais de 52 mil litros de gasolina em 2025.
A substituição dessas fontes de energia poderá evitar a emissão de quase 250 toneladas de dióxido de carbono equivalente por ano, conforme as estimativas divulgadas.
O prefeito João Victor Barboza afirmou que a construção da usina faz parte de um planejamento para ampliar o uso de energia limpa no município.
“A implantação da usina fotovoltaica representa um marco histórico para o município e será a base da nossa transformação energética”, declarou.
A secretária estadual de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística, Natália Resende, também destacou a importância da iniciativa para reduzir a utilização de combustíveis fósseis e ampliar a adoção de soluções energéticas sustentáveis.
Como funcionará a usina
A energia produzida será injetada na rede elétrica da CPFL Paulista, permitindo compensar parte do consumo de unidades municipais, como prédios administrativos e equipamentos de saúde e educação.
O modelo adotado será o de minigeração distribuída por autoconsumo remoto. Eventuais créditos de energia poderão ser utilizados em outras unidades consumidoras vinculadas à Prefeitura, seguindo as regras aplicáveis.
Com a obra em andamento, a administração municipal mantém a previsão de concluir o empreendimento até dezembro de 2026. A efetiva economia dependerá da geração de energia, da entrada em operação da usina e da execução das demais etapas do projeto.




