Ventos de 109 km/h atingem Baixada Santista
Ciclone extratropical bomba paralisa porto e travessias na região
Publicado em 7 de agosto de 2026, 08:48 — Em Baixada Santista

Rajadas de vento de até 109 km/h atingiram a Baixada Santista na manhã desta sexta-feira (7), causando destruição, suspensão da navegação no Porto de Santos e paralisação temporária das travessias litorâneas da região. O fenômeno é reflexo da formação de um ciclone extratropical bomba no sul do país.
A estação meteorológica da Praticagem, em Santos, registrou a rajada máxima de 109 km/h às 6h39. Cerca de 20 minutos depois, a velocidade do vento havia recuado para próximo de 75 km/h, segundo informações da Prefeitura de Santos.
A Capitania dos Portos de São Paulo determinou a suspensão da navegação no canal do Porto de Santos às 6h45, em razão da piora das condições meteorológicas. O Porto de Santos é o maior complexo portuário do país, e a interrupção das operações de navegação representa impacto direto na logística regional e nacional.
As travessias de balsa entre Santos e Guarujá, Bertioga e Guarujá, e Iguape e Juréia também foram temporariamente paralisadas como medida preventiva, segundo a Secretaria de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística do Estado (Semil). O objetivo foi garantir a segurança dos usuários e das equipes operacionais durante o período de ventos mais intensos. Os serviços foram retomados por volta das 7h30.
Moradores registraram a queda de ao menos uma árvore na Rua Paraguaçu, no bairro Boqueirão, em Santos, como consequência das fortes rajadas. A Defesa Civil do Estado de São Paulo havia emitido alerta prévio para ventos de até 100 km/h, o que motivou o governo estadual a instalar um Gabinete de Crise. A previsão de condições adversas permanecia válida até sábado (8).
Um ciclone extratropical bomba ocorre quando uma área de baixa pressão se intensifica de forma rápida e intensa, gerando ventos fortes que podem afetar regiões distantes do epicentro do fenômeno. O litoral paulista, por sua posição geográfica, frequentemente sofre reflexos de sistemas meteorológicos formados no sul do Brasil e no Atlântico Sul.



