JUNDIAÍ

Assédio moral no trabalho cresce em Jundiaí

Cidade registra quase 800 processos trabalhistas em seis meses

Fabricio dos Santos
Fabricio dos Santos

Publicado em 5 de agosto de 2026, 17:24 — Em Jundiaí

1 min de leitura
Assédio moral no trabalho cresce em Jundiaí
Assédio moral no trabalho cresce em Jundiaí

Jundiaí registrou 793 processos por assédio moral na Justiça do Trabalho somente no primeiro semestre deste ano, de acordo com dados do Conselho Nacional de Justiça (CNJ). O número evidencia que práticas como o uso de apelidos depreciativos entre colegas e chefias deixaram de ser tratadas como simples brincadeiras e passaram a ser objeto de ação judicial com frequência crescente.

O assédio moral no ambiente de trabalho é caracterizado por condutas abusivas, repetitivas e que causam dano à dignidade, à saúde física ou psicológica do trabalhador. O uso de apelidos que ridicularizam, expõem ou constrangem o funcionário se enquadra nessa categoria, independentemente da intenção de quem os utiliza.

A Justiça do Trabalho tem ampliado o reconhecimento dessas situações como ilícito trabalhista, o que explica o crescimento no volume de processos registrados. A tendência nacional aponta para maior conscientização dos trabalhadores sobre seus direitos e maior disposição para buscar reparação judicial quando se sentem humilhados no ambiente profissional.

Os processos envolvem tanto empregadores quanto colegas de trabalho, e as condenações podem incluir indenização por danos morais, cujos valores variam conforme a gravidade e a extensão do dano comprovado. Em casos mais sérios, pode haver também rescisão indireta do contrato de trabalho.

O volume registrado em apenas seis meses em Jundiaí reforça a necessidade de empresas e trabalhadores atentarem para os limites entre o ambiente de trabalho saudável e situações que configuram abuso. Especialistas recomendam que as organizações adotem políticas internas claras de prevenção ao assédio e canais de denúncia acessíveis a todos os funcionários.

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