Geraldo Rufino coloca emprego e renda no centro do combate à desigualdade em São Paulo
Candidato afirma que geração de oportunidades pode ajudar a enfrentar pobreza, violência e situação de rua
Publicado em 10 de setembro de 2026, 13:45 — Em São Paulo

Durante o debate entre candidatos, Geraldo Rufino colocou a geração de emprego e renda no centro de sua proposta para enfrentar problemas sociais em São Paulo. Ao falar sobre a população em situação de rua e a realidade das periferias, o candidato relacionou sua própria trajetória de vida à importância do trabalho como instrumento de transformação social.
Rufino afirmou que foi justamente o acesso ao trabalho que permitiu a ele e à sua família superar um cenário de vulnerabilidade. Segundo o candidato, sua experiência pessoal reforça a defesa de políticas que ampliem as oportunidades de trabalho e geração de renda.
Eu vim para São Paulo, me instalei na rua. O que me salvou, eu e uma família com mais nove pessoas, foi conseguir trabalho e renda.
O candidato relatou que começou a trabalhar ainda criança, desempenhando atividades como catar latinhas e ensacar carvão. Para ele, a possibilidade de produzir e contribuir com a renda familiar teve efeitos que ultrapassaram a questão financeira, proporcionando melhores condições de vida, perspectiva e dignidade.
Eu consegui trabalhar com oito anos de idade, com nove, catando latinha, ensacando carvão e já conseguia produzir. Eu tinha uma família e todo mundo foi buscar trabalho e renda.Na avaliação de Rufino, a renda proporcionada pelo trabalho contribuiu para melhorar a alimentação e a saúde da família e também criou alternativas diante da presença do crime nas comunidades. O candidato afirmou que a oportunidade de trabalhar foi determinante para que ele não fosse atraído pela criminalidade.
Isso permitiu que nós tivéssemos uma alimentação melhor, o que melhora a saúde. Isso permitiu que nós tivéssemos uma direção, o que permitiu que eu não fosse recrutado pelo crime, porque na favela tinha muito convite para essa linha.
Rufino também defendeu que a política de geração de empregos precisa alcançar principalmente os jovens das periferias. Para ele, oferecer oportunidades de primeiro emprego e formação profissional pode funcionar como uma alternativa concreta ao recrutamento pelo crime.
Eu acredito, piamente, que nós vamos resolver todas as situações, inclusive da segurança, se nós permitirmos que os meninos de 14, 15 anos não sejam recrutados pelo crime, se eles tiverem a oportunidade que eu tive.
O candidato destacou ainda a necessidade de aproximar as políticas públicas da realidade das comunidades. Segundo Rufino, é preciso ouvir diretamente os moradores das periferias para compreender suas necessidades e construir oportunidades compatíveis com as expectativas dos jovens.
As pessoas precisam ir na base, na favela, para saber o que eles estão precisando. O sonho daquelas crianças é ter lá escola profissionalizante e ter oportunidade do primeiro emprego.
Entre as medidas defendidas por Rufino está uma mudança na forma como o primeiro emprego é oferecido aos jovens. Ele mencionou a possibilidade de ampliar e flexibilizar mecanismos como o programa de menor aprendiz, dando mais liberdade aos empregadores para contratar.
O candidato também direcionou críticas à burocracia enfrentada por quem deseja abrir uma empresa e gerar empregos. Para Rufino, facilitar a vida do empreendedor é uma das condições para ampliar a oferta de trabalho e movimentar a economia.</b>
Se nós facilitarmos a vida de quem emprega, facilitar a vida, simplificar, o cara abrir empresa. O cara hoje, para abrir uma empresa no nosso país, para gerar emprego, ele tem que contratar duas empresas, um contador e um jurídico. Primeiro ele contrata duas empresas antes de ter a dele. Simplificar a vida.
Rufino afirmou que conhece tanto a realidade de quem busca uma oportunidade quanto as dificuldades enfrentadas por quem pretende gerar empregos. Ao longo de sua fala, reforçou que sua experiência como trabalhador e empreendedor orienta sua defesa de uma política econômica voltada à produtividade e à criação de oportunidades.
Eu vim de lá, eu estou lá, eu continuei agora gerando emprego e eu sei as dores que passa, tanto o que está começando no emprego, quanto quem gera o emprego.Na avaliação do candidato, a geração de trabalho e renda também deve ser considerada uma ferramenta para enfrentar problemas como a situação de rua. Rufino defendeu uma abordagem que priorize a autonomia econômica e a inclusão produtiva.
Isso vai resolver definitivamente, inclusive, o que eu estava concluindo na última e não deu tempo, o morador de rua. Se nós tivermos trabalho e renda, nós resolvemos todos os problemas sociais, a partir da produtividade.
Ao concluir, Rufino defendeu uma mudança na relação entre poder público e iniciativa privada. Para ele, o empreendedor precisa ser tratado como parceiro na construção de soluções econômicas e sociais, e não como alguém sob permanente desconfiança.
Nós precisamos fazer com que o governo olhe para as empresas e pare de olhar o empreendedor como suspeito. Então, nós precisamos alinhar isso e vai resolver o problema desse país.As declarações de Geraldo Rufino colocam em debate uma questão central para as políticas públicas: até que ponto a geração de emprego, renda e oportunidades pode ser o principal instrumento para enfrentar problemas como pobreza, violência e situação de rua? A proposta também abre espaço para discutir qual deve ser o papel do Estado na redução da burocracia, no incentivo ao empreendedorismo e na formação profissional de jovens.
O desafio colocado ao debate público é encontrar o equilíbrio entre facilitar a geração de empregos, garantir direitos trabalhistas e construir políticas de educação, qualificação e assistência capazes de dar sustentação às pessoas que mais precisam de oportunidades.




