Lula e Flávio concentram reta final da campanha no Sudeste, região decisiva na eleição
Com 41,78% do eleitorado brasileiro, região ganha protagonismo na disputa pelo Planalto.
Publicado em 19 de outubro de 2026, 11:52 — Em São Paulo

A uma semana do segundo turno das eleições presidenciais de 2026, Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL-RJ) direcionam parte de seus esforços de campanha ao Sudeste, região que concentra a maior parcela do eleitorado brasileiro e tem peso estratégico na disputa pelo Palácio do Planalto.
Segundo dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o Sudeste reúne 41,78% dos eleitores aptos a votar no país. São mais de 66,3 milhões de pessoas distribuídas entre São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro e Espírito Santo. Nesse cenário, conquistar apoio na região representa um desafio importante para os dois candidatos, especialmente em São Paulo, que sozinho concentra mais de 34 milhões de eleitores e é o maior colégio eleitoral do Brasil.
O cenário eleitoral também ajuda a explicar a atenção dedicada à região. Pesquisa PoderData/Aya divulgada na sexta-feira (16) aponta Flávio Bolsonaro com 48% das intenções de voto no Sudeste, contra 44% de Lula. O resultado indica vantagem numérica do senador no levantamento, mas não determina o desfecho da eleição e precisa ser interpretado considerando a metodologia e a margem de erro da pesquisa.
O peso do Sudeste não se limita ao tamanho do eleitorado. A região concentra grandes centros urbanos, polos industriais e financeiros e uma população com demandas variadas, que incluem custo de vida, emprego, segurança pública, saúde e transporte. Esses temas podem influenciar a decisão de eleitores que ainda avaliam as propostas dos candidatos.
A disputa também ocorre em meio a um cenário nacional apertado. Na pesquisa PoderData/Aya divulgada em 16 de outubro, Lula e Flávio apareceram empatados com 50% dos votos válidos no cenário nacional. O levantamento ouviu 3 mil eleitores entre os dias 13 e 15 de outubro, com margem de erro de 1,8 ponto percentual e registro no TSE.
Mais do que conquistar uma região, o desafio é responder às demandas da população. Em uma eleição tão disputada, a presença dos candidatos nas ruas e o desempenho nas pesquisas ajudam a dimensionar a corrida eleitoral, mas não substituem a discussão sobre propostas e resultados.
Diante desse cenário, fica a reflexão: o que deve pesar mais na escolha do eleitor a identificação política com os candidatos ou a capacidade de apresentar soluções concretas para os problemas cotidianos? Em uma democracia, a decisão ganha força quando é acompanhada de informação, debate respeitoso e cobrança por compromissos que possam ser avaliados depois das urnas.




