Manejo de capivaras avança no Parque da Rua do Porto para reforçar prevenção à febre maculosa
Município não registrou casos da doença em 2026, mas teve três confirmações com mortes em 2025; projeto prevê captura, esterilização e monitoramento dos animais.
Publicado em 12 de agosto de 2026, 17:26 — Em Piracicaba

O projeto de manejo populacional das capivaras do Parque da Rua do Porto avançou nesta semana com uma visita técnica realizada pela Zoovet Clínica e Consultoria, empresa vencedora da licitação. A equipe avaliou as condições do parque e os espaços onde serão realizadas as etapas de captura, esterilização, identificação e acompanhamento dos animais.
Em 2026, Piracicaba não registrou, até o momento, nenhum caso de febre maculosa em moradores, segundo dados do Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan). Apesar do cenário atual, a Prefeitura mantém ações de vigilância e prevenção devido ao risco de transmissão da doença em áreas com presença de carrapatos e capivaras.
No ano passado, a situação foi mais grave. Em 2025, o município confirmou três casos de febre maculosa, todos com evolução para óbito. Os registros reforçaram a necessidade de manter medidas permanentes de prevenção e monitoramento.
Como será o manejo
Atualmente, a população de capivaras no Parque da Rua do Porto é estimada em aproximadamente 50 animais. O contrato com a Zoovet terá duração de 12 meses e prevê o manejo de forma gradual.
Os animais serão capturados no próprio parque, submetidos à esterilização e identificados. Depois de estabilizados, serão devolvidos ao local e continuarão sendo acompanhados pela equipe responsável.
A proposta é controlar o crescimento da população, evitar recolonizações, reduzir disputas territoriais e contribuir, a longo prazo, para diminuir fatores relacionados à transmissão da febre maculosa.
A empresa deverá definir a estratégia operacional após a avaliação técnica, seguindo as normas da Secretaria de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística do Estado de São Paulo (Semil). A Zoovet possui autorização do Departamento de Fauna (DeFau) e experiência em projetos semelhantes.
Por que as capivaras são monitoradas?
As capivaras participam do ciclo da febre maculosa por atuarem como hospedeiros amplificadores da Rickettsia rickettsii, bactéria causadora da doença. O carrapato-estrela é o principal vetor associado à transmissão para seres humanos.
Por isso, o manejo populacional é considerado uma ação de longo prazo dentro de uma estratégia mais ampla de controle e vigilância ambiental. A Prefeitura também mantém sinalização de áreas de risco, monitoramento e campanhas de orientação à população.
Sintomas e prevenção
A febre maculosa pode evoluir rapidamente e provocar febre alta, dor de cabeça intensa, dores musculares, mal-estar, náuseas, vômitos e manchas avermelhadas na pele.
Para reduzir o risco de contato com carrapatos, a recomendação em áreas de risco é utilizar roupas claras e compridas, calçados fechados e verificar o corpo e as roupas após deixar o local. Quem apresentar sintomas após possível contato com carrapatos deve procurar atendimento médico e informar a exposição.
“Estamos avançando com planejamento, responsabilidade técnica e manejo responsável dos animais, dentro de uma estratégia permanente de prevenção da febre maculosa e proteção da saúde pública”, afirmou o secretário municipal de Saúde, Gustavo Aguiar.



