No debate da Band, Simone Tebet defende trabalho nas prisões e critica Derrite no PL Antifacção
Em embate sobre segurança pública em SP, candidata ao Senado cobrou recursos para presídios e defendeu asfixia financeira contra o PCC e o Comando Vermelho.
Publicado em 10 de setembro de 2026, 10:25 — Em São Paulo

O primeiro debate com os candidatos ao Senado por São Paulo, promovido pelo Grupo Bandeirantes na noite de ontem quarta-feira dia 09, teve a segurança pública e o combate às facções criminosas como alguns dos principais pontos de divergência. Durante o encontro, a ex-ministra do Planejamento e Orçamento e candidata Simone Tebet (PSB) colocou o setor em patamar de prioridade máxima, ao lado de pautas como saúde e enfrentamento à corrupção.
Ao abordar a situação das penitenciárias paulistas e a execução penal, a candidata defendeu que o cumprimento das condenações ocorra obrigatoriamente aliado à oferta de trabalho e estudo dentro do sistema carcerário, sustentando que caberá ao governo do Estado garantir vagas e buscar recursos e parcerias para estruturar o setor.
“"Primeiro, o problema da segurança pública é o problema, hoje, ao lado da corrupção e da saúde pública, mais importante, não só para o Estado de São Paulo, como para o Brasil. Eu tenho uma posição muito clara sobre isso. Bandido bom é bandido preso, preso trabalhando e estudando, de preferência, as duas coisas, e dentro da cadeia para não tirar vaga do sistema, para o trabalhador que está lá fora", declarou Tebet durante o programa.
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Críticas ao PL Antifacção e embate sobre o crime organizado
Em relação ao avanço do crime organizado no estado e no país, a candidata do PSB responsabilizou diretamente grupos como o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV) pelo armamento utilizado na criminalidade urbana.
Na oportunidade, Tebet direcionou críticas às modificações feitas no Projeto de Lei Antifacção durante sua tramitação na Câmara dos Deputados, citando a atuação do relator da matéria e também candidato ao Senado, Guilherme Derrite (PP). Segundo a ex-ministra, o texto original vindo do Senado sofreu alterações que enfraqueceram os mecanismos de asfixia financeira e de investigação das facções.
“"Quem coloca arma na mão do bandido é o crime organizado, é PCC e CV. Lamentavelmente, o PL Antifacção, que veio muito bem feito do Senado Federal, foi cortado no quesito de cortar o dinheiro do PCC e do crime organizado pelo relator Derrit, que sufocou, que impediu que eles pudessem ser, inclusive, investigados pelo Tribunal de Júri", afirmou a candidata, defendendo a reavaliação da legislação no Congresso Nacional.
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