Operação investiga corrupção em transporte público
PCC teria influenciado licitação em Itanhaém
Publicado em 18 de setembro de 2026, 08:30 — Em Baixada Santista

A Operação Vectura Corrupta foi deflagrada nesta quinta-feira, 17 de setembro, pela Polícia Civil e pelo Ministério Público, com o objetivo de investigar um esquema de corrupção que estaria infiltrando o Primeiro Comando da Capital (PCC) no sistema de transporte coletivo de Itanhaém, no litoral paulista. A apuração indica que integrantes da facção criminosa estariam tentando direcionar licitações para favorecer empresas associadas a eles, utilizando métodos que incluíam interferências nos processos licitatórios.
De acordo com as informações coletadas pelos investigadores, os contratos estabelecidos a partir desse esquema seriam divididos entre os envolvidos, com uma parte destinada a pagamentos de vantagens indevidas e outra parte voltando para os cofres da organização criminosa. Mensagens trocadas entre os investigados José Daniel Satilite e Claudionor Aparecido Sabino Tomaz foram identificadas como evidências do conluio, com ambos sendo apontados como laranjas e associados à Translider, empresa com sede em Cubatão.
Além de Satilite e Sabino, a investigação também cita Milton Leite, ex-vereador, que se tornou alvo de uma operação relacionada à infiltração do PCC no sistema de transporte de São Paulo. O nome de Marco Willians Herbas Camacho, conhecido como Marcola e líder da facção, também foi mencionado nas comunicações analisadas, o que demonstra a gravidade da situação.
Os investigadores apuraram que José Daniel teria planejado encontros com outras figuras consideradas relevantes na articulação entre a facção e políticos, como José Ronaldo Alves de Sales e Eduardo Medeiros. Os dois são suspeitos de envolvimento em licitações e de facilitar a conexão entre o PCC e as esferas políticas locais.
Essa operação é mais uma ação das autoridades no combate à corrupção e ao crime organizado na região, que frequentemente afeta a qualidade dos serviços públicos e a segurança da população. A atuação do PCC em setores essenciais, como o transporte público, levanta preocupações sobre a eficiência e a transparência das gestões municipais.
A Polícia Civil e o Ministério Público continuam a investigação, buscando desmantelar a rede de corrupção e assegurar que os procedimentos licitatórios sejam realizados de forma justa e legal, sem a influência de organizações criminosas. A população de Itanhaém e região aguarda por desdobramentos que possam restaurar a confiança nas instituições públicas e nos serviços prestados.
Como próximos passos, as autoridades devem intensificar as apurações e, possivelmente, realizar novas prisões e apreensões relacionadas ao caso, conforme as evidências forem sendo confirmadas.




