RMC sedia maior planta de biometano do Brasil
Região consolida posição como polo nacional de transição energética
Publicado em 18 de agosto de 2026, 12:05 — Em Campinas

A Região Metropolitana de Campinas (RMC) passou a abrigar a maior planta de biometano em operação no Brasil, consolidando o território como um dos principais polos nacionais de transição energética. A instalação representa um marco para o setor de energias renováveis no estado de São Paulo e para o conjunto de municípios que integram a região.
O biometano é um gás renovável obtido a partir do tratamento e purificação do biogás, gerado pela decomposição de resíduos orgânicos — como resíduos sólidos urbanos, dejetos agropecuários e efluentes industriais. Após o processamento, o produto final pode ser injetado em redes de gás natural, utilizado como combustível veicular ou destinado à geração de energia elétrica e térmica, substituindo fontes fósseis.
A presença dessa planta na RMC não é isolada. A região já concentra iniciativas relevantes ligadas à bioeconomia, ao aproveitamento energético de resíduos e à descarbonização industrial, atraindo investimentos privados e atenção de órgãos públicos voltados à política energética. A estrutura logística, a densidade industrial e a proximidade com centros de pesquisa e universidades contribuem para esse posicionamento.
No contexto nacional, o biometano ganha espaço crescente na matriz energética brasileira como alternativa ao gás natural de origem fóssil. Programas federais e estaduais de incentivo à bioenergia têm estimulado a expansão do setor, com metas de produção e injeção em rede previstas para os próximos anos.
Para a população da RMC, a consolidação dessa cadeia produtiva representa potencial geração de empregos, redução de impactos ambientais relacionados ao descarte de resíduos e diversificação da matriz energética regional. Os próximos passos incluem a ampliação da capacidade instalada e a integração com redes distribuidoras de gás.



