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Lula cobra reação da militância e fala em disputa entre “verdade” e “mentira”

Na reta final, presidente pede mobilização para enfrentar adversários nas ruas e nas redes.

Amanda Mendes
Amanda Mendes

Publicado em 14 de setembro de 2026, 17:13 — Em São Paulo

3 min de leitura
Lula cobra reação da militância e fala em disputa entre “verdade” e “mentira”
Lula cobra reação da militância e fala em disputa entre “verdade” e “mentira”

A pouco mais de três semanas do primeiro turno, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) decidiu colocar a militância no centro da estratégia para a reta final da campanha à reeleição. Em uma live realizada neste domingo (13/9), durante um dia nacional de mobilização promovido pelo partido, o petista pediu maior presença de seus apoiadores nas redes sociais e nas ruas.

Para Lula, os próximos dias serão decisivos não apenas pela capacidade de mobilização eleitoral, mas também pela disputa de narrativas que marca a campanha. Ao falar sobre o uso da internet, o presidente defendeu que seus apoiadores transformem as redes em um espaço de confronto entre versões e informações sobre os candidatos.</b>

Utilizar a internet agora é fazer o jogo da verdade. Vamos disputar quem vai vencer a eleição. É verdade ou a mentira, afirmou.
Na avaliação do presidente, a disseminação de informações falsas durante uma campanha pode produzir consequências que vão além das urnas. Lula associou esse tipo de estratégia à chegada ao poder de governos que, segundo ele, não teriam capacidade ou compromisso para administrar o país.

Ao citar os ex-presidentes Fernando Collor de Mello e Jair Bolsonaro, o petista afirmou que campanhas baseadas em mentiras podem resultar na eleição de “gente imprestável no governo”.

Porque não sabe governar, porque não tem relação com o povo, porque não tem compromisso com o povo, declarou.

“Verdade absoluta” na reta final

Lula também pediu que a militância utilize os cerca de 20 dias restantes antes do primeiro turno para reforçar as realizações de seu governo e responder aos adversários.

O presidente afirmou que é necessário transformar o período final da campanha em uma ofensiva política baseada, segundo suas palavras, na “verdade absoluta” contra a “mentira absoluta”.

Ele também fez críticas a setores da oposição que classificou como “negacionistas” e “fanáticos”. Na avaliação do petista, parte do eleitorado não estaria interessada em argumentos ou no confronto de propostas, mas em provocar conflitos e disseminar informações falsas.

É importante a gente lembrar das coisas que a gente fez para que a gente possa conversar com os negacionistas. Porque o fanático, o negacionista, não quer argumento. Ele quer confusão. Ele quer fazer lacração. Ele quer inventar histórias, afirmou.

Problemas internos também entram no radar

Além da disputa política com os adversários, Lula reconheceu dificuldades enfrentadas pela própria campanha na organização da mobilização nos estados e municípios.

Militantes têm relatado problemas na distribuição de materiais de campanha, como panfletos e bandeiras. A dificuldade está relacionada a uma mudança adotada pelo PT neste ciclo eleitoral: inicialmente, a produção dos materiais foi descentralizada e passou a ficar sob responsabilidade dos diretórios estaduais.</u></i>

Diante das reclamações, porém, o partido decidiu rever a estratégia. A direção nacional do PT deverá reassumir a coordenação da produção e distribuição dos materiais.

A mudança ocorre justamente quando a campanha entra em sua fase mais intensa e a capacidade de mobilização da militância passa a ter peso ainda maior na tentativa de conquistar votos.

A fala de Lula coloca novamente no centro da campanha uma questão que ultrapassa a disputa entre candidatos: até que ponto as redes sociais estão contribuindo para informar o eleitor e até que ponto estão ampliando a polarização e a circulação de informações falsas?

A defesa da “verdade” como principal arma eleitoral também abre outra discussão: quem define o que é verdade em uma campanha e quais mecanismos devem ser usados para verificar afirmações feitas por candidatos e seus apoiadores?</i></b>

Com a eleição se aproximando, o eleitor terá diante de si não apenas propostas e discursos, mas também uma avalanche de conteúdos nas redes sociais. Nesse cenário, a responsabilidade de candidatos, partidos, plataformas digitais, imprensa e, principalmente, dos próprios eleitores será determinante.

E você, como avalia essa disputa entre “verdade” e “mentira” apontada por Lula? A campanha eleitoral está conseguindo promover um debate baseado em propostas ou as redes sociais estão aprofundando a desinformação e a polarização?

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