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OAB-DF pede impeachment de Moraes e Toffoli

Seccional cobra reação da Ordem diante da crise no Judiciário.

Amanda Mendes
Amanda Mendes

Publicado em 9 de setembro de 2026, 13:03 — Em São Paulo

2 min de leitura
OAB-DF pede impeachment de Moraes e Toffoli
OAB-DF pede impeachment de Moraes e Toffoli

A escalada das tensões envolvendo o Supremo Tribunal Federal (STF) ganhou, nesta quarta-feira (9), um novo capítulo. A Ordem dos Advogados do Brasil no Distrito Federal (OAB-DF) pediu que o Conselho Federal da entidade avalie a apresentação, junto ao Senado, de pedidos de impeachment contra os ministros Alexandre de Moraes e Dias Toffoli.

A decisão foi tomada após reuniões realizadas durante a madrugada, em meio às recentes polêmicas e ao aprofundamento da crise institucional que envolve integrantes da Suprema Corte.

Embora diferentes seccionais da OAB tenham passado a se manifestar diante do cenário, a posição oficial da entidade depende de deliberação do Conselho Federal. A OAB-DF, no entanto, decidiu formalizar uma série de pedidos para pressionar por uma atuação mais ampla da Ordem.</u></i>

Entre as solicitações, a seccional defende uma “apuração profunda, isenta e transparente” sobre o eventual envolvimento de autoridades em fatos sob investigação e em outras possíveis irregularidades. O pedido inclui ministros do STF, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), membros de outros tribunais e integrantes do Poder Judiciário em geral.

A OAB-DF também pediu que seja proposta, perante o Supremo, uma investigação envolvendo Alexandre de Moraes e Dias Toffoli, citando a gravidade das condutas que estariam sob apuração da Polícia Federal. A manifestação ainda questiona a regularidade do levantamento do sigilo das investigações relacionadas ao Inquérito do Banco Master, conduzido pelo ministro André Mendonça.

Outro ponto defendido pela seccional é a ampliação da transparência em investigações que envolvam autoridades públicas. A OAB-DF pediu ao Conselho Federal que defenda o levantamento do sigilo desses procedimentos e também o arquivamento do chamado Inquérito das Fake News.</b>

A iniciativa ocorre em um momento de crescente tensão entre instituições e amplia o debate sobre os limites da atuação do Judiciário, os mecanismos de fiscalização de seus integrantes e o papel das entidades da sociedade civil diante de crises institucionais.

Mais do que um embate entre órgãos e autoridades, o episódio coloca em discussão uma questão central para a democracia: quem fiscaliza aqueles que ocupam as mais altas posições do sistema de Justiça? Em um cenário marcado pela polarização e pela desconfiança, o desafio é garantir que a cobrança por transparência e responsabilização não seja guiada por interesses políticos, mas pelo compromisso com instituições fortes, independentes e submetidas à Constituição.

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